Marco Cherfêm was born in Atibaia São Paulo, in 1985.


ACADEMIC FORMATION

His artistic training began with Vicente Gil at University Senac SP. In 2010, he joined pos-graduate course in Interior Design, then run by Myrna Nascimento and Giorgio Giorgi Junior.
In 2017, to continue the research of space and time in visual arts, he entered the engraving studio of UNICAMP, to achieve the mastery of different techniques with Luise Weiss. Currently, he is a student of the discipline Image: Construction and Representation, run by the orientation of Ivanir Cozeniosque Silva, research a regarding and persistence needed for the integration of craft, creation, aesthetics and ethics as a philosophy of life.
In his work, he seeks to establish a reflection and investigation through the experimentation and manipulation of arrangementes / compositions from new times with the thecnical resource of collage, painting and digital art.


RESEARCH
   
Through the approach between procedures, languages ​​and materials - I pursue to contextualize and make a reflection that includes daily situations with personal fragments. By basing myself on the fundamentals of time-space in the field of arts, it seek a dialogue between the "form" and the field of experience.

From micro to macro, real / virtual and the emergence of new hybrid identities, Stuart Hall cites that:

"What is important to our argument ... is that time and space are also the basic coordinates of all systems of representation. Every medium - writing, painting, drawing, photograph, through art ... must translate its object into spatial and temporal dimensions. Thus, the narrative reproduce the events into a temporal sequence 'beginning-middle-end';  Visual representation systems frame three-dimensional objects into two dimensions. Different cultural epochs have different ways of combining these space-time coordinates (Hall, 70).

And in this inner relation and executive operation, my research intends to highlight the requests, limits and suggestions in the dialogue with the subject. By stressing the manifestation of time, through spatial manipulation as a plastic material, I try to elaborate new possibilities of compositions.

Space-time can therefore mean: relativiy of movement and their measurements ... the simultaneous recording of interior and exterior processes, the uncovering of structures behind their surfaces. (MOHOLY-NAGY, apud FIEDLER, 2001: 15)

In this sense, my goal is to make a record through images that somehow caused recent spatial changes, which draw my attention because they have suffered a great physical and material impact. Paradoxical reflections of life in society, arbitrary, and even often perverse conduct, in contrast with technological acquisitions.

Accidents, environmental catastrophes, collapses and wars - become active agents, generating crisis and "destruction of meanings" in order to be able to renew itself. It loses itself, the sense in relation to ideologies, customs, landscapes and symbols. And it is on this axis that I find myself. In re-territorializing such previous traces through the technique of collage. And by manipulating and combining sketches, notes, words, phrases, and people - establishing another kind of cosmology.1

BIBLIOGRAPHY

1. EBERT, John David. Art After Methapisics. San Bernardino. 2015
2. FREITAG. Erhard F. Help through the Inconscient. 1985
3. LIPPARD, Lucy R. The Pop Art, 1973
4. RAUSCHENBERG, Robert. The Silkscreen Paintings. 1991
5. BAUMAN, Zygmunt. Liquid Modernity. Brazil, Zahar. 2001.
6. CHAUI, Marilena. Thought Experience: Essays on Merleau-Ponty's work. SP, Martins Fontes, 2002.
7. ETIENNE, Samain (org.) How the images think. São Paulo, Ed. Unicamp, 2012.
8. HALL, Stuart. Cultural Identity in the Post-Modern Age. Rio de Janeiro. Dp & A, 2006.
9. MERLEAU-PONTY, Maurice. The visible and the invisible. São Paulo, Perspectiva, 2007.
10.PAREYSON, Luigi. Aesthetics, Theory of Formativity. Rio de Janeiro, Vozes, 1993.
11. Ricky, George. Constructivism, Origins and Evolution. São Paulo, CosacNaify, 2002.   

   

Marco Cherfêm nasceu em Atibaia São Paulo, em 1985.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Iniciou sua formação artística com Vicente Gil no Centro Universitário Senac SP. Em 2010, ingressa no curso de pós-graduação de Design de Interiores, sob a orientação de Myrna Nascimento e Giorgio Giorgi Junior.
Em 2017, para dar continuidade à pesquisa de tempo e espaço nas artes visuais, participa do ateliê de gravura na UNICAMP, para alcançar o domínio de diferentes técnicas com Luise Weiss. Aluno da disciplina Imagem: Construção e Representação, sob orientação de Ivanir Cozeniosque Silva, busca uma formação e persistência necessária para integração de ofício, criação, estética e ética quanto filosofia de vida.
Em seu trabalho, ele procura estabelecer uma reflexão e investigação através da experimentação e manipulação de arranjos / composições a partir de novos tempos com o recurso técnico da colagem, pintura e arte digital.


FORMAÇÃO PROFISSIONAL 
 
2006
Formado em Design Gráfico, iniciou carreira como Assistente de Direção de Arte no Curau Estúdio de Criação. Participou na colaboração de projetos de embalagens, catálogos, filme, festivais do Mix Brasil e feiras internacionais como Première Vision e Texworld.

2008 a 2010

Pós-graduado em Design de Interiores, trabalhou nas agências de comunicação: Simbios3, Simbiose Brasil e Agência Gás-Br. Como Diretor de Arte atuou na elaboração de peças de endomarketing e criação de materiais institucionais para os clientes: Avon, Hering, Itaú e Philips. Contribuiu para o redesign do Manual de Sistema de Gestão da Votorantim Metais. Foi responsável pelo conteúdo de mídia impressa e web, junto ao Departamento de Marketing da empresa Makenji. Neste mesmo período, participou do concurso Decade Draw Out pela revista internacional Dazed & Confuzed e teve seu trabalho selecionado como capa.

2011

Iniciou carreira como freelancer e foi responsável pelo design gráfico de campanhas e de materiais institucionais das marcas: AEROtelegraph.com, Diva, L’etage, Pargan, The Box Productions, Studio TMLS, entre outras. Desenvolvou trabalhos em parceria com a TOK & STOK e MAXHAUS. No mesmo ano, trabalhou com agência internacional M-PAKT (Responsible Agency, New York, USA), para elaboração de campanhas da L’Oréal e materiais institucionais dos clientes Redken e Pureology.

2012 a 2014 

Participou de editoriais de moda para o FFW SP FASHION WEEK, Catarina Magazine e colaborou no projeto gráfico do anuário impresso e identidade visual da Romeu MAG.
Neste período, realizou diversos trabalhos internacionais tais quais como materiais de criação para o club The Hub, publicado no jornal Totally Dublin e The Dragon. Bem como a realização de uma exposição, denominada "Feel The Heat" no Lemon Jelly Cafe, todos em Dublin, Irlanda.

2015 a atual

Deu suporte a equipe de criação da VICE BRASIL. Ainda como freelancer, atuou na criação de identidade visual para a empresa MANIOC (New York - USA), bem como na elaboração de logos para as empresas EFICIE Gestão e Soluções em Energia, PRO-INOVA Tecnologias Sustentaveis e ATME Eco Solutions.



PESQUISA

Através da abordagem entre procedimentos, linguagens e materiais - procuro contextualizar e fazer uma reflexão que inclua situações cotidianas com fragmentos pessoais. Baseando-me nos fundamentos de tempo-espaço no campo das artes, busco um diálogo entre a "forma" e o campo da experiência.

Da escala micro a macro, compressão real / virtual e o surgimento de novas identidades híbridas, Stuart Hall cita que:

"O que é importante para o nosso argumento ... é que tempo e espaço são também as coordenadas básicas de todos os sistemas de representação. Todo meio de - escrita, pintura, desenho, fotografia através da arte ... deve traduzir seu objeto em em dimensões temporais e espaciais. Assim, a narrativa reproduz os eventos em uma sequência temporal 'começo-meio-fim'; em que os sistemas de representação visual formem objetos tridimensionais em duas dimensões. E que diferentes épocas culturais, têm formas de combinar as coordenadas espaço e tempo. (Hall, 70).

E nessa relação interior e operação executiva, que minha pesquisa pretende destacar os pedidos, limites e sugestões no diálogo com a matéria. Ao enfatizar a manifestação do tempo, através da manipulação espacial como material plástico, procuro elaborar novas possibilidades de composições.

Espaço-tempo, pode portanto significar: a relatividade do movimento e suas medições ... o registro simultâneo de processos interiores e exteriores. A descoberta de estruturas por trás de suas superfícies. (MOHOLY-NAGY, apud FIEDLER, 2001: 15)

Nesse sentido, o objetivo é fazer um registro através de imagens que de alguma forma causaram mudanças espaciais recentes, e que chamam a minha atenção por terem sofrido um grande impacto físico e material. Reflexões paradoxais da vida em sociedade, comportamentos arbitrários e até mesmo muitas vezes perversos, em contraste com aquisições tecnológicas.

Acidentes, catástrofes ambientais, colapsos e guerras - tornam-se agentes ativos, gerando crise e "destruição de significados" para poder se renovar. Perde-se, o sentido em relação às ideologias, costumes, paisagens e símbolos. E é nesse eixo, que me encontro. Em re-territorializar esses vestígios anteriores através da técnica de colagem, manipulando e combinando esboços, anotações, palavras, frases e pessoas - buscando estabelecer um outro tipo de cosmologia.3



BIBLIOGRAFIA

1. EBERT, John David. Art After Methapisics. San Bernardino. 2015
2. FREITAG. Erhard F.
A Ajuda através do Incosciente. 1985
3. LIPPARD, Lucy R.
A Arte Pop. 1973
4. RAUSCHENBERG, Robert.
The Silkscreen Paintings. 1991
5. BAUMAN, Zygmunt.
Modernidade Líquida. Brasil, Zahar. 2001.
6. CHAUI, Marilena.
Experiência do Pensamento: Ensaios sobre a obra de Merleau-Ponty. SP, Martins Fontes, 2002.
7. ETIENNE, Samain (org.)
Como pensam as imagens. São Paulo, Ed. Unicamp, 2012.
8. HALL, Stuart.
A Identidade Cultural na Era da Pós-Modernidade. Rio De Janeiro. Dp&A, 2006.
9. MERLEAU-PONTY, Maurice
. O Visível e o Invisível. São Paulo, Perspectiva, 2007.
10.PAREYSON, Luigi.
Estética, Teoria da Formatividade. Rio de janeiro, Vozes, 1993.
11.RICKEY, George.
Construtivismo, Origens e Evolução. São Paulo, CosacNaify, 2002.